Publicado em
09/03/2023
| Atualizado em
27/10/2026
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Riscos reputacionais são eventos, condutas ou decisões capazes de abalar a imagem da sua empresa perante ao público. Quando olhamos para suas origens, entendemos que nem sempre podem vir de dentro da organização. Por isso, a análise prévia do histórico de parceiros pode ser uma forma de evitá-los.
Em tempos de cancelamento, qualquer tipo de descuido em sua empresa pode significar a destruição de sua reputação. De acordo com a Universidade de Oxford, a reputação de um negócio corresponde a 80% do valor de seu mercado.
Por isso, proteger a reputação de uma empresa é uma medida de sustentabilidade do negócio. Pense assim: sua empresa produz vinhos, sendo reconhecida pela qualidade e tradição. Mas, se as manchetes são estampadas por trabalho análogo à escravidão por parte do seu fornecedor, a responsabilidade ainda é sua.
Não acredita? Pois foi exatamente o que aconteceu com as vinícolas Aurora, Garibaldi e Salton, que agora vão pagar R$ 7 milhões em indenizações por danos morais.
Muito provavelmente os 8 passos da homologação de fornecedores, um dever da empresa, não foi realizado. Por isso, neste artigo, separamos tudo o que você precisa saber sobre riscos reputacionais, a legislação brasileira sobre a escolha de terceiros, e como fazer KYE, KYS E KYP a partir de background check para mitigar riscos reputacionais.
Risco reputacional é a possibilidade de a empresa sofrer danos de imagem e confiança, com reflexos em receita, contratos, investimento e responsabilização legal, por causa de eventos que afetam a percepção de seus públicos. Na prática, ele aparece como uma mídia negativa, perda de clientes e parceiros, queda de confiança de investidores, ações judiciais, etc.
E o ponto de atenção é: ele não precisa partir diretamente da sua empresa.

Um risco reputacional pode ter origens internas ou externas:
Dentre os exemplos de casos que geram riscos reputacionais, os mais comuns são:
Por isso, mapear e evitar que esses riscos aconteçam é essencial para proteção da imagem da organização, sua saúde financeira e sua permanência estável no mercado. Porque reputação hoje é um ativo valioso e frágil.
Veja como realizar o background check de colaboradores, fornecedores e parceiros.
Reputação é a percepção que o público tem sobre uma empresa e, como todo negócio depende de seus stakeholders, essa percepção se traduz em valor.
O estudo Intangible Asset Market Value, da Ocean Tomo, mostra a dimensão dessa mudança: ao fim de 2025, os ativos intangíveis respondiam por cerca de 92% do valor de mercado das empresas do índice S&P 500, nos Estados Unidos, contra 17% em 1975.
A reputação seria, então, um dos componentes intangíveis de uma marca. Ainda assim, Ainda assim, ele ilustra o quanto o valor de uma empresa depende de ativos que não aparecem em balanço e que podem ser corroídos por um único episódio de mídia negativa.
Por isso, além de investir em branding e gestão de marca, é preciso identificar os antecedentes de quem se relaciona com o seu negócio. Isso para gerar transparência e permitir decisões com embasamento a fim de garantir maior segurança a sua empresa.
Preencha o formulário abaixo para checar pessoas, empresas e ativos e mitigar riscos reputacionais
Existem diversos tipos de riscos reputacionais, o mais comum é a falta de análise e background check sobre as pessoas e empresas que você pode estar se relacionando.
Isso porque, ao fechar um contrato, realizar uma compra ou até mesmo em processos de M&A você pode estar deixando fácil o acesso de pessoas e empresas que simbolizam riscos que prejudicam sua reputação. Tais riscos incluem:
E sabe por qual razão esses riscos estão “escondidos” de você? Porque provavelmente você não realiza a prática de verificação de antecedentes. Assim, é formada uma lacuna de controle que deixa os riscos dos demais entrarem na operação sem serem vistos, seja ao fechar um contrato, seja ao realizar uma compra ou participar de um processo de M&A. Abaixo, trazemos um case real e com custos pesados para as empresas.
Em 22 de fevereiro de 2023, a Polícia Rodoviária Federal, a Polícia Federal e o Ministério do Trabalho e Emprego resgataram 207 trabalhadores em condições análogas à escravidão em Bento Gonçalves. Eles haviam sido contratados pela Fênix Serviços Administrativos, empresa terceirizada que prestava serviços às vinícolas Aurora, Garibaldi e Salton.
Em 9 de março de 2023, as três vinícolas assinaram um Termo de Ajustamento de Conduta com o Ministério Público do Trabalho. Elas se comprometeram a pagar R$ 7 milhões em indenizações, sendo R$ 5 milhões por danos morais coletivos e R$ 2 milhões por danos morais individuais.
As vinícolas alegaram que desconheciam as irregularidades da prestadora. Mesmo assim, o episódio resultou em manchetes nacionais, em um acordo milionário e em novas obrigações de fiscalização. Por isso, a escolha e o acompanhamento de parceiros, incluindo os oito passos da homologação de fornecedores, fazem parte do dever da empresa.
E o tema segue atual: em 6 de outubro de 2026, o Ministério do Trabalho e Emprego atualizou o Cadastro de Empregadores que submeteram trabalhadores a condições análogas à escravidão, conhecido como “Lista Suja”, com 82 novos empregadores. A atualização é semestral e cada nome permanece publicado por dois anos, o que significa que uma consulta única, feita só na contratação, não acompanha a mudança de risco de um terceiro.
Os processos conhecidos como “Know Your…” (conheça seu…) organizam a verificação por tipo de relacionamento.
Na prática, KYS e KYP se sobrepõem, já que ambos são formas de due diligence de terceiros, e o que muda é o tipo de vínculo e o foco da análise. Abaixo, descrevemos melhor o foco de cada um deles e como verificá-los pode proteger sua reputação:

O background check é a camada de evidências que sustenta o KYE, o KYS e o KYP. Ele reúne dados sobre pessoas, empresas e ativos, para que a decisão de contratar, homologar ou fechar uma parceria seja tomada com consciência, visando a proteção da empresa.
A partir desta análise, é possível identificar, antes de fechar a parceria, se a pessoa ou a empresa pode colocar a sua reputação em risco. Ela reúne diversos tipos de consultas, veja as cinco consultas mais comuns para verificar status e histórico.
Para aplicar o background check na verificação de terceiros, parceiros e colaboradores de maneira eficiente, é preciso:
Quer entender como implementar esse checagem? Preencha o formulário abaixo:
Como uma forma eficaz e ágil de mitigar esses riscos, nossa plataforma de Background Check pode te ajudar.
De maneira 100% automatizada e com dados em tempo real, nosso software consegue realizar uma varredura em nível nacional para identificar antecedentes como processos criminais, ações trabalhistas, saúde financeira e restrições no histórico de pessoas, empresas ou ativos.
Por fim, te entregamos um relatório com todos os dados e a classificação dos riscos encontrados, de acordo com suas regras de parametrização de riscos.
Se interessou e quer saber mais? Realize um teste com nosso time de especialistas
Em determinadas situações, sim. No caso das vinícolas, as empresas firmaram acordo e assumiram indenizações mesmo sem terem contratado diretamente os trabalhadores resgatados, e a Lei Anticorrupção prevê a responsabilização objetiva de pessoas jurídicas. Cada caso depende de análise jurídica, e o time jurídico da sua empresa deve ser consultado.
KYE é a verificação de colaboradores, KYS a de fornecedores e KYP a de parceiros. Na prática, KYS e KYP se sobrepõem, pois ambos são formas de due diligence de terceiros.
Quanto mais crítico o terceiro, mais frequente deve ser a verificação. Terceiros de alto risco pedem revisão periódica e atenção a mudanças ao longo do contrato, enquanto os de baixo risco podem seguir um ciclo mais espaçado, definido em política interna.
O background check pode ajudar a prevenir riscos reputacionais ao reunir dados sobre pessoas, empresas e ativos, para que a decisão de contratar, homologar ou fechar uma parceria seja tomada com consciência, visando a proteção da empresa. Neste sentido, checar diferentes aspectos como a saúde financeira, os antecedentes criminais e processos pode ser uma prática constante para reduzir riscos associados a terceiros.
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Maria Eduarda
Especialista em Produção de Conteúdo sobre Gestão de Riscos na BGC Brasil e estudante de Comunicação Social em Universidade Estadual do Rio de Janeiro.
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