Publicado em
19/05/2025
| Atualizado em
02/07/2025
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O valor de não investir em gestão de risco é mensurável. Os efeitos vão além do aspecto financeiro e abrangem outras dimensões, muitas vezes provocadas por uma negligência das empresas.
Ignorar a importância da gestão de risco, tratando-a apenas como um custo extra, é um erro que pode comprometer toda a estrutura organizacional.
Não temos dados específicos do custo financeiro de não fazer uma gestão de risco, mas segundo uma do Ponemon Institute, o compliance (área relacionada) custa o equivalente a US$ 222 por cada colaborador. Em contrapartida, o não-compliance resulta em uma despesa de cerca de US$ 820 dólares por funcionário.
Leia também: Gestão de riscos e compliance: entenda as diferenças
De acordo com esse relatório, anualmente, gasta-se na média US$ 5,47 milhões por ano com compliance. Por outro lado, a ausência dos cuidados com ética, transparência e governança corporativa custam em média US$ 14,82 milhões por ano, um valor aproximadamente 171% maior do que o gasto com compliance.
Por isso, investir em gestão de riscos e compliance é uma estratégia fundamental para que se aja de forma proativa, prevenindo perdas financeiras e danos à reputação da empresa, garantindo a sustentabilidade e o crescimento a longo prazo.
Nesse sentido, vamos ver quais são as outras principais consequências de não fazer uma gestão de risco adequada e como elas impactam diretamente a saúde financeira e a credibilidade da empresa no mercado.
Sem mapeamento de riscos, a empresa se torna mais suscetível a fraudes, multas, inadimplência de parceiros, processos trabalhistas e danos materiais ou patrimoniais. Muitas vezes, são valores que não aparecem nos relatórios de início, mas que corroem silenciosamente a lucratividade até se tornarem incontroláveis.
Um erro simples em uma contratação, por exemplo, pode levar a um passivo trabalhista inesperado. Tudo isso gera custo direto e indireto.
Confira: Por que preciso de gestão de riscos em minha empresa?
Empresas que ignoram a gestão de risco se tornam, aos olhos do mercado, imprevisíveis. E em um cenário de ESG e maior cobrança por transparência, a reputação é o ativo mais sensível e difícil de recuperar.
A percepção negativa pode afastar investidores, dificultar negociações comerciais e até comprometer a retenção de talentos.
Muitas crises que poderiam ser prevenidas acabam interrompendo rotinas inteiras. Um erro contratual, uma falha documental ou um escândalo envolvendo um prestador de serviço podem paralisar áreas inteiras por dias ou semanas.
Pode ser útil: Quanto custa um processo trabalhista para sua empresa?
Além de gerar custos, essas interrupções afetam o clima interno e a confiança do time. A gestão de risco existe para antecipar essas falhas antes que elas ganhem escala e permitir respostas mais rápidas e eficazes quando algo escapa do controle.
Não cumprir regras e regulamentações é uma realidade para empresas que não têm mecanismos de controle. E quando isso acontece, entram em cena as multas, autuações, processos e a necessidade de retrabalho constante.
Em segmentos regulados como transporte, saúde, educação, tecnologia ou financeiro, não ter uma rotina de gestão de riscos pode custar o direito de operar. E mesmo fora desses nichos, o risco de cair em penalidades fiscais, ambientais ou trabalhistas é preocupante.
Empresas que não avaliam riscos nem sempre tomam boas decisões. O planejamento se baseia em achismos, e não em dados. E nesse cenário, não há estratégia que se sustente por muito tempo.
A gestão de risco permite construir cenários, estimar impactos e tomar decisões mais seguras especialmente em momentos de crise.
Ignorar os riscos não os faz desaparecer. Pelo contrário apenas os adia. O verdadeiro custo da não gestão de riscos está em tudo o que a empresa perde por não enxergar a tempo: dinheiro, tempo, confiança, posicionamento e solidez.
Empresas que investem em gestão de riscos estão, na prática, construindo estruturas mais seguras, mais confiáveis e mais preparadas para crescer mesmo diante da incerteza.
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Monise Soares
Estagiária de Marketing com foco em Produção de Conteúdo sobre Gestão de Riscos na BGC Brasil e estudante de Marketing Digital no Centro Universitário Internacional (UNINTER).
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