Publicado em
09/10/2025
| Atualizado em
30/01/2026
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Antes de contratar, é natural querer entender se há algum histórico relevante que possa impactar a relação de trabalho. Porém, quando o assunto é “passagem pela polícia”, é preciso saber como verificar por meios legais, com critério, finalidade clara e respeito à privacidade do candidato.
Em processos seletivos, a verificação de antecedentes se tornou uma etapa fundamental para promover contratações mais seguras, responsáveis e alinhadas aos valores da empresa. Não se trata apenas de “descobrir algo”, mas de criar um ambiente de confiança, transparência e proteção para todos os envolvidos.
Ainda assim, muitas empresas ainda têm dúvidas sobre qual limite legal dessa consulta, como saber se um candidato tem passagem pela polícia e o que pode ou não ser consultado. A resposta está no critério, na finalidade e no respeito à legislação.
Isso porque, mais do que apenas uma simples consulta, essa verificação deve fazer parte de uma política de análise de riscos na contratação. Assim como acontece na avaliação de fornecedores e parceiros, o objetivo é verificar o histórico de quem vai se relacionar com a empresa, prevenir exposições desnecessárias e proteger a cultura organizacional.
Veja bem que contratar com responsabilidade não é somente “puxar capivara”. Mas saber de que forma transformar informação em decisão estratégica para o negócio.

Consultar se alguém tem passagem pela polícia pode parecer simples, mas realizar essa verificação de forma segura, legal e confiável exige método e responsabilidade. A estratégia mais confiável é recorrer a um background check completo, que vai muito além de buscas superficiais ou de bancos de dados sem validação.
Esse processo te ajuda a realizar uma análise mais ampla e contextualizada do histórico criminal, identificando informações relevantes sobre antecedentes criminais, além de aspectos como ações judiciais, registros públicos e, quando aplicável, dados financeiros.
Isso não com o objetivo de rotular, mas compreender riscos potenciais com critério. Para sua empresa, isso significa garantir decisões mais seguras e mais justas para o candidato, time e cultura.
Em primeiro, sim, é possível realizar a verificação de antecedentes. Mas é importante que a consulta respeite os critérios legais e éticos previstos na legislação brasileira.
De acordo com a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), a checagem de antecedentes deve ser feita em situações que tenham uma base legal clara e um propósito legítimo, como processos seletivos, contratos de prestação de serviço ou parcerias comerciais.
Nesse sentido, é importante conhecer bem qual dos 6 métodos de verificação de antecedentes você vai utilizar, pois nem todos respeitam o padrão exigido pela lei.
Sob essa ótica, empresas e recrutadores não devem recorrer a bancos de dados informais, listas não oficiais ou fontes sem validação. Isso porque, além de impreciso, esses meios podem violar direitos fundamentais, expor informações sensíveis e levar a decisões injustas.
A forma mais segura e confiável de realizar esse tipo de análise é por meio de um background check estruturado e atualizado, conduzido por empresas especializadas que operam com fontes oficiais em âmbito nacional, garantindo rastreabilidade, conformidade legal e maior precisão nos resultados.
Usar bancos de dados informais ou outros métodos não oficiais para checar antecedentes como banco de dados ou boletim de ocorrência é um atalho perigoso e bem caro. Isso porque essas fontes costumam ser desatualizadas, incompletas e imprecisas, o que leva a erros de avaliação que podem prejudicar pessoas e decisões da empresa.
Além disso, há uma questão legal e ética grave. Isso já que acessar registros de delegacias ou sistemas policiais, sem autorização, por exemplo, é ilegal. De acordo com STJ, esse dados são segurados pela segurança pública e processo penal e, têm tratamento especial (assim, o seu uso indevido pode configurar violação de privacidade).
Veja mais sobre Delegacias de polícia: por qual motivo não utilizar essa fonte para checar antecedentes
Para realizar a checagem de antecedentes criminais de forma legal e confiável é importante utilizar um processo abrangente, assertivo e que cumpra as normas. Nesse sentido, plataformas de verificação em tempo real como a te ajudam a reduzir riscos jurídicos, financeiros ou reputacionais para sua empresa.
Com uma solução que vai além da simples consulta de passagem pela polícia, o background check da BGC Brasil, por exemplo, realiza a pesquisa em tempo real, acessando informações de mais de 200 fontes oficiais e retornando para você um relatório completo.
Esse relatório te apresenta dados judiciais, criminais e outros tipos de informações de forma clara e em conformidade com a LGPD.
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É importante saber que, nem toda passagem pela polícia indica risco ou ameaça. Na verdade, muitos casos envolvem situações resolvidas, medidas alternativas ou arquivamentos, que podem não representar riscos para a sua empresa.
Desse modo, ignorar o contexto pode levar a decisões injustas, prejudicando candidatos ou parceiros e gerando consequências legais e reputacionais para sua empresa. Por isso, ao analisar o histórico criminal, empresas responsáveis devem considerar:
Veja também como analisar o contexto do dado apresentado.
Sim, desde que a consulta seja feita com base legal, em situações legítimas como processos seletivos, parcerias ou gestão de fornecedores, e respeitando a LGPD. Consultas informais ou acesso a dados de delegacia sem autorização são ilegais.
É importante ter atenção sobre a qualidade dos dados desses bancos. Afinal, eles são frequentemente desatualizados e imprecisos. Além disso, utilizar dados de delegacia de polícia é totalmente ilegal.
O background check é um processo que te ajuda a identificar dados criminais, judiciais e outras informações relevantes para gestão dos riscos de maneira legal, segura e auditável, garantindo informações confiáveis para decisões de contratação ou parcerias.
Solicitar consentimento informado garante que a verificação seja ética e legal, além de proteger sua empresa de riscos jurídicos.
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Maria Eduarda
Especialista em Produção de Conteúdo sobre Gestão de Riscos na BGC Brasil e estudante de Comunicação Social em Universidade Estadual do Rio de Janeiro.
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