Publicado em
09/10/2025
| Atualizado em
16/10/2025
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Antes de contratar, é comum querer saber se o candidato tem passagem pela polícia. Mas esse tipo de verificação exige cuidado: existem formas legais e éticas de fazer essa checagem sem violar a privacidade da pessoa.
Em processos seletivos, a verificação de antecedentes é uma das partes mais importantes no recrutamento para garantir segurança e transparência nas contratações.
No entanto, ainda existem muitas dúvidas sobre como saber se um candidato tem passagem pela polícia e qual é o limite entre uma checagem legal e uma invasão de privacidade. Mais do que uma simples consulta, esse tipo de análise deve fazer parte de uma estratégia de gestão de riscos na contratação, de forma bem estruturada.
Isto é, assim como na avaliação de fornecedores, o objetivo é entender o histórico de quem vai se relacionar com a sua empresa e evitar ocorrências negativas, ao contratar não é só uma busca para “puxar capivara”, mas também é uma análise necessária para mitigar riscos legais e proteger sua cultura.

Consultar se alguém tem passagem pela polícia pode parecer simples, mas fazer isso de forma segura exige método e responsabilidade. A estratégia mais confiável é recorrer a um background check completo, que vai muito além de pesquisas superficiais ou consultas em bancos de dados não verificados.
Esse processo te ajuda a realizar uma análise completa do histórico da uma pessoa. Isso te permite identificar informações relevantes sobre antecedentes criminais e, além disso, analisar a situação financeira, avaliar processos judiciais e outros registros públicos que possam representar riscos para a empresa.
Sim, é possível realizar esse tipo de consulta, desde que o processo siga os critérios legais e éticos previstos na legislação brasileira. Ou seja, a checagem não se trata de curiosidade, e sim de gestão de riscos e segurança antes de contratar terceiros.
De acordo com a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), a checagem de antecedentes deve ser feita em situações que tenham uma base legal clara e um propósito legítimo, como processos seletivos, contratos de prestação de serviço ou parcerias comerciais. Nesse sentido, é importante conhecer bem qual dos 6 métodos de verificação de antecedentes você vai utilizar, pois nem todos respeitam o padrão exigido pela lei.
Empresas e recrutadores não devem usar bancos de dados informais ou públicos sem verificação de fonte. Isso porque, além de imprecisos, esses meios podem violar direitos de privacidade e gerar interpretações equivocadas. A forma correta e segura de realizar esse tipo de consulta é por meio de um background check em tempo real, conduzido por empresas especializadas que utilizam fontes oficiais à nível nacional.
Usar bancos de dados informais ou outros jeitos não oficiais para checar antecedentes é um atalho perigoso. Isso porque essas fontes costumam ser desatualizadas, incompletas e imprecisas, o que leva a erros de avaliação que podem prejudicar pessoas e decisões da empresa.
Além disso, há uma questão legal e ética grave. Isso já que acessar registros de delegacias ou sistemas policiais sem autorização, por exemplo, é totalmente ilegal. De acordo com STJ, esse dados são segurados pela segurança pública e processo penal e, têm tratamento especial. Assim, o seu uso indevido pode configurar violação de privacidade.
Veja mais sobre Delegacias de polícia: por qual motivo não utilizar essa fonte para checar antecedentes
Realizar a checagem de antecedentes criminais de forma legal e confiável é essencial para reduzir riscos em contratações, parcerias e gestão de fornecedores.
Com uma solução que vai além da simples consulta de passagem pela polícia, o background check da BGC Brasil realiza a pesquisa em tempo real, acessando informações de mais de 180 fontes oficiais e retornando para você: dados judiciais, criminais e outros tipos de informações de forma clara e em conformidade com a LGPD.
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Nem toda passagem pela polícia indica risco ou ameaça. Muitos casos envolvem situações resolvidas, medidas alternativas ou arquivamentos, que podem não representar riscos para a sua empresa.
Desse modo, ignorar o contexto pode levar a decisões injustas, prejudicando candidatos ou parceiros e gerando consequências legais e reputacionais. Por isso, ao analisar o histórico, empresas responsáveis devem considerar:
A prática de contextualizar os dados transforma a checagem de antecedentes em uma ferramenta de gestão de riscos responsável, evitando discriminação e promovendo decisões mais justas e estratégicas.
Sim, desde que a consulta seja feita com base legal, em situações legítimas como processos seletivos, parcerias ou gestão de fornecedores, e respeitando a LGPD. Consultas informais ou acesso a dados de delegacia sem autorização são ilegais.
É importante ter atenção sobre a qualidade dos dados desses bancos. Afinal, eles são frequentemente desatualizados e imprecisos. Além disso, utilizar dados de delegacia de polícia é totalmente ilegal.
O background check é um processo que te ajuda a identificar dados criminais, judiciais e outras informações relevantes para gestão dos riscos de maneira legal, segura e auditável, garantindo informações confiáveis para decisões de contratação ou parcerias.
Solicitar consentimento informado garante que a verificação seja ética e legal, além de proteger sua empresa de riscos jurídicos.
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Maria Eduarda
Especialista em Produção de Conteúdo sobre Gestão de Riscos na BGC Brasil e estudante de Comunicação Social em Universidade Estadual do Rio de Janeiro.
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