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60% dos profissionais de RH considerariam mudar de carreira

Publicado em

05/11/2026

Tópicos abordados

Seis em cada dez profissionais de Recursos Humanos e Departamento Pessoal trocariam de área ou de carreira se a oportunidade aparecesse. O número vem do Mapa do RH & DP 2026 e expõe uma contradição: o setor que atrai e retém talentos é o mesmo que enfrenta a vontade de mudar de área.

Neste artigo, explicamos melhor o que a pesquisa mostra sobre o RH, quais são os motivos para essa vontade de mudar de carreira e como a rotina do RH pode ser aperfeiçoada para maiores perspectivas e um ambiente de trabalho mais tranquilo.

O que a pesquisa mostra sobre o RH

Profissional de RH cansada senta em seu computador em escritório pensando na possível mudança de carreira, o que pode ser solucionado com soluções automatizadoras de processos como o background check
60% dos profissionais de RH consideram mudar de carreira, o que reflete a busca por melhores salários, excesso de trabalho e ausência de um plano de carreira

O Mapa do RH & DP 2026 foi realizado pela Sólides, empresa de tecnologia para gestão de pessoas, em parceria com a Offerwise. A pesquisa ouviu 401 profissionais de RH e DP, entre líderes e colaboradores, de diferentes regiões do Brasil. 

O resultado de maior destaque foi o que afirmava que 60% considerariam migrar de área ou carreira caso tivessem oportunidade. 

Pressões enfrentadas pelo RH

Entre os entrevistados, 24% afirmaram que aceitariam mudar de carreira exclusivamente diante de uma remuneração maior. Ou seja, a maior parte de quem abriria a porta para sair não o faria só por dinheiro. Quando a pergunta foi o que poderia levá-los a pedir demissão, três fatores apareceram:

  • 41% citaram a busca por melhores salários e benefícios;
  • 38% apontaram excesso de trabalho e metas consideradas inalcançáveis;
  • 35% mencionaram a ausência de plano de carreira e de oportunidades de crescimento.

Além dos salários, a sobrecarga chamou bastante atenção, mas para além disso a ausência de plano de carreira e as oportunidades de crescimento chegaram bem perto. Neste sentido, o RH tem enfrentado pressões simultâneas, sendo preciso analisar cada uma com mais detalhe. 

Uma leitura plausível seria a de que, como a área tem um excesso de funções, pode ser que falte tempo para construção da reputação interna e de uma trajetória profissional. Ou seja, a sobrecarga e o plano de carreira podem se complementar.

Como a rotina do RH pode alterar esse cenário

Quem trabalha em RH conhece o dia a dia: fechamento de folha, inconsistências no ponto, documentações para admissão, abertura e fechamento de vagas, entre outras funções que incluem lidar com diferentes setores e colaboradores sem atraso. 

E como a agenda só cresce, a pressão acaba sendo um fator importante. Segundo Ale Garcia, co-CEO da Sólides, a NR-1 tornou a saúde mental um tema fundamental em 2026, e o assunto precisa virar processo, não discurso. Ainda assim, o RH é colocado como parceiro do negócio, mas continua aquele que não pode atrasar ou falhar. 

Aqui está o atrito: a área precisa de uma entrega muito prática e precisa, e por isso, o operacional vence a estratégia de pessoas e os planos de carreira. Neste sentido, a rotina deve superar tarefas manuais e acelerar processos com tecnologias efetivas que permitam mais tempo para decisões estratégicas que pensem no futuro do setor e da empresa.

Processos manuais: o gargalo que impede o RH de ser estratégico

Processos pouco estruturados acabam gerando sobrecarga individual para funcionar. Sejam planilhas, aprovações por e-mails, verificações manuais, o resultado é o mesmo: se alguém se ausenta o fluxo para e se a demanda sobe, a qualidade acaba caindo.  

Mas para além da perda de tempo, produtivo para processos mais estratégicos e perspectivas futuras, processos manuais também geram custos, por exemplo:

  • Gastos relacionados a retrabalhos: quando processos são feitos manualmente, a incidência de erros é maior, até porque estamos falando de trabalho humano. Por isso, o retrabalho e a correção podem gerar perda de recursos, tempo e energia.
  • Custos diversos a partir de riscos: com processos manuais sem correção ou revisão, os resultados e dados podem ser inconsistentes, o que acaba gerando riscos, como em uma verificação de antecedentes: a ausência de um dado pode resultar em uma interpretação inconsistente.

Saiba como ser um RH mais estratégico com essa ferramenta

O papel da tecnologia: 93% das empresas têm software, mas só 43% sentem que ele cobre os processos

A questão é um pouco mais complexa. A pesquisa traz um dado que desmonta a ideia de que o problema é a falta de ferramentas. Segundo o levantamento, 93% das empresas usam software de RH ou DP, cinco pontos percentuais acima de 2025. Mas só 43% dos entrevistados dizem que os sistemas atendem a todos ou à maioria dos processos da área. 

Para além da escolha de uma ferramenta eficaz, o relatório cita alguns obstáculos para tal: as restrições orçamentárias geram 26% das barreiras para contratar, trocar ou ampliar ferramentas, enquanto 52% dos obstáculos se referem à falta de aprovação dos líderes. 

Neste sentido, a produtividade e a eficiência do setor ficam reféns do orçamento e de decisões de superiores. Por isso, o posicionamento dentro da empresa pode ser um diferencial para colaboradores do RH que estão comprometidos com a mudança na área.

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Como melhorar a rotina do RH de maneira realista

Para melhorar a rotina do RH de maneira realista, é preciso ter em mente que o setor necessita de maior eficiência para conseguir tempo e energia em decisões estratégicas e planos futuros. Mas ela não pode atuar sozinha. Por isso, um RH estratégico deve avaliar:

Para onde as horas da equipe estão indo? 

Mapeie quais são as tarefas que podem ser automatizadas e quem será o responsável pelas revisões finais. Mas cuidado, escolha tarefas que precisam de menor julgamento humano, e que já possuem padrões claros. Além disso, busque padronizar documentos e fluxos, para que os processos comecem a se direcionar à automatização.

Por fim, mapeie os sistemas passíveis de integração, evitando uma digitalização duplicada, uma conferência em duas fontes ao mesmo tempo ou até mesmo a perda de dados ao passar informações de uma plataforma para outra.

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Quem será o responsável?

Selecione na equipe de RH um ou mais responsáveis por revisar processos automatizados, até porque muitas decisões do setor envolvem pessoas. Neste sentido, qualquer etapa em tarefas neste nicho precisam de pelo menos uma revisão.

Assim, cabe entender como os sistemas funcionam, o que deve ser feito para evitar erros e principalmente, informar-se a fim de seguir a LGPD.

Busque a aprovação por lideranças

Apresentar projetos de automatização pode ser pouco efetivo frente a uma liderança que não conhece a realidade do setor. Por isso, buscar a aprovação de lideranças é um passo estratégico e que deve apresentar bons argumentos sobre a importância de mudar processos.

Para isso, mostre números: quantas horas serão economizadas, quais erros serão evitados, quanto tempo gastamos preenchendo vagas, o que faremos com o tempo livre que sobrar. Dados reais e que apresentam uma perspectiva futura para a empresa são mais convincentes que planos muito ambiciosos e sem evidências.

Contratações mais seguras e estratégicas com automatização 

O recrutamento e a seleção são um dos maiores concentradores de volume do RH. Além disso, são processos decisivos para a prevenção de riscos. Quando falamos em otimizar essa área, devemos pensar em tecnologias que aceleram o processo sem prejudicar a aprovação ou os dados a serem consultados.

Neste sentido, escolher um background check deve ser algo bem pensado. Uma boa solução deve:

  • Reunir dados com cobertura nacional: permitindo decisões mais seguras ao consultar o histórico nacionalmente, trazendo mais transparência para o RH
  • Realizar consultas em tempo real, com dados atualizados: o que permite um contexto mais realista, ajudando na precisão da decisão
  • Contar com parametrização de riscos: o que torna a decisão 100% do RH, evitando enviesar riscos ou eliminar automaticamente uma pessoa com antecedente.

Além disso, seguir a LGPD é crucial, permitindo um processo em conformidade com a legislação nacional, o que também é importante para efetivar decisões frente aos líderes. Com esses pontos, a verificação de antecedentes se torna mais rápida e efetiva, permitindo ao RH colocar mais tempo e energia em decisões estratégicas sobre quem contratar.

Conheça a solução de background check

O background check da BGC Brasil trabalha de maneira automatizada, com dados atualizados, cobertura nacional, parametrização de riscos e alinhamento à LGPD.

A BGC Brasil é uma empresa de tecnologia com experiência em verificações de pessoas e empresas, reunindo soluções diversas em uma mesma plataforma, o que permite um contexto mais amplo sobre quem é seu candidato, colaborador ou parceiro:

  • Processos criminais e trabalhistas
  • Histórico financeiro
  • Listas restritivas
  • Mídias negativas
  • Histórico profissional e educacional
  • Registro de classe
  • Outras

Além da automatização no processo de verificação, o background check da BGC Brasil pode ser integrado ao seu ATS via API. Isso permite unificar suas análises de contratação em um mesmo ambiente, evitando o ainda mais o desperdício de tempo e energia do seu RH.

Conheça o background check

Luma Gaspar

Estagiária de Marketing na BGC Brasil, estudante de Relações Internacionais na UFRRJ, intercambista por um período na University of Tartu (Faculty of Arts and Humanities).

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Luma Gaspar

Estagiária de Marketing na BGC Brasil, estudante de Relações Internacionais na UFRRJ, intercambista por um período na University of Tartu (Faculty of Arts and Humanities).

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